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segunda-feira, 26 de agosto de 2013

VOCÊ É DIZIMISTA?



Muitos padres e fiéis católicos acham difícil falar sobre
este assunto, principalmente por causa das deturpações que tantos verdadeiros
mercadores da fé vêm promovendo nos últimos anos, usando meia dúzia de
passagens bíblicas como arma para extorquir e explorar pessoas simples e sem
formação. Assim enriquecem, cada vez mais, os falsos profetas. O verdadeiro significado
do dízimo, porém, é justo e verdadeiramente cristão.

Nos tempos do Antigo Testamento, a Lei de Moisés prescrevia
o pagamento obrigatório de 10% dos rendimentos do fiel (pagos na forma de bens
e mantimentos, principalmente produtos agrícolas) para manter a tribo de Levi e
os sacerdotes, responsáveis pela manutenção do Tabernáculo e depois do Templo,
pois eles não podiam possuir heranças e territórios. Esses mantimentos eram
também usados para assistir aos órfãos, viúvas e pobres. Depois da destruição
do Templo (no ano 70 dC), a classe sacerdotal e os sacrifícios cessaram, e os
rabinos passaram a recomendar que os judeus prestassem auxílio aos mais
necessitados.

Por ser Cristo o Supremo Sacerdote, consumou o sacerdócio
levítico com todas as suas leis, dízimos e costumes, como esclarece o Apóstolo
São Paulo na Carta aos Hebreus (Hb 7,1-28): "Com efeito, mudado o
sacerdócio, é necessário que se mude também a lei" (Hebr 7, 12). Mais
adiante, o mesmo santo Apóstolo arremata: "Com isso, está abolida a antiga
legislação, por causa de sua ineficácia e inutilidade" (Hb 7,18).

Hoje, o dízimo é uma doação regular e proporcional aos
rendimentos do fiel, que todo batizado deve assumir. É uma forma concreta que o
cristão tem para manifestar a sua fé em Deus e o seu amor ao próximo, pois é
por meio dele que a Igreja realiza diversas obras de caridade e assistência aos
menos favorecidos. Pelo dízimo, podemos viver as três virtudes mais importantes
para todo cristão: a Fé, a Esperança e o Amor-Caridade, que nos levam para mais
perto de Deus.

O dízimo é um compromisso. Representa a nossa vontade de
colaborar, de verdade, com o projeto divino de felicidade para todos. A palavra
“dízimo”, que significa “décima parte”, vem dos 10% que os judeus davam de tudo
o que colhiam da terra com o seu trabalho. E também hoje todos são convidados a
oferecer, de fato, a décima parte daquilo que ganham, mas não somos obrigados.
O importante é entender que o dízimo não é esmola. Deus merece a doação feita
com alegria, e jamais nos priva da nossa liberdade. Além disso, o que é doado
com alegria faz bem a quem recebe!

Cada pessoa deve definir livremente, sem tristeza nem
constrangimento, qual percentual dos seus ganhos irá separar para o dízimo. A
Igreja não exige a doação de 10% de tudo o que você ganha; porém, para ser
considerado dízimo, é preciso que seja um percentual, isto é, uma porcentagem
dos seus ganhos, sendo no mínimo 1%. Se alguém ganhar R$ 1.000,00 e oferecer R$
10,00, isto ainda pode ser considerado dízimo. Menos do que isso, porém, seria
uma oferta.

E a experiência pastoral comprova: aqueles que, confiantes
na Providência Divina, optaram pelo dízimo integral, não se arrependeram nem
sentiram falta em seus orçamentos. Ao contrário, muitos dizimistas dão o
testemunho de que depois que passaram a contribuir com a Igreja e a comunidade
dessa maneira, passaram a se sentir especialmente abençoados: Deus não
desampara os que nele confiam. Mas isso não quer dizer que devemos dar o dízimo
esperando "ganhar em dobro", nem receber algo em troca, como se
pudéssemos negociar ou barganhar com Deus. Aqueles que ensinam tais coisas nada
entendem do verdadeiro cristianismo, nem compreendem o contexto bíblico, e
menos ainda o significado de partilha, que era tão presente na Igreja
primitiva.

A entrega do dízimo normalmente é mensal, porque a maioria
das pessoas recebe salário todo mês. Já os que recebem semanalmente podem
combinar de entregá-lo uma vez por semana, por exemplo. O importante é saber
que o dízimo deve ser entregue na comunidade com a mesma regularidade com que
recebemos os nossos ganhos.

Já as ofertas são doações espontâneas, com as quais o fiel
também pode e deve participar da vida em comunidade, mas nesse caso não existe
regularidade, como no dízimo. - Você pode e deve doar na hora do ofertório,
durante as Missas, ou fazer depósitos nas caixas de coleta, mas não se trata de
um compromisso fixo assumido com a sua comunidade, e sim de uma manifestação de
amor, caridade e confiança.

Cada vez mais católicos se conscientizam da importância do
dízimo e das ofertas. É bom encontrar a igreja limpa, bem equipada, tudo
funcionando bem... Mas, infelizmente, muitos se esquecem de que, para isso,
todos precisam colaborar! Somos a família do Senhor, e cada templo da Igreja é
uma casa de todos nós. Contamos com o seu desejo de viver comunidade: aceite o
chamado do Pai Eterno e diga sim ao compromisso de levar adiante os trabalhos
evangelizadores da sua paróquia. Informe-se sobre como se tornar um dizimista.
Faça a sua parte!

“Dê cada um conforme o impulso do seu coração, sem tristeza
nem constrangimento. Deus ama a quem dá com alegria.” (2Cor 9,7)
________


Assessoria

Profº Dr. Pe. Vicente de Melo, CSsR (em atividade na
Paróquia Nossa Senhora do Bom Sucesso, em Guaratuba - Paraná, e comunidades
diversas - janeiro de 2013);

Pe. Luiz Paulo de Souza (atualmente pároco de São José de
Vila Zelina, São Paulo - Região Episcopal Belém, Setor Vila Prudente - janeiro
de 2013).

Extraído do blog:
http://permanecerecompartilhar.blogspot.com.br

Procure a pastoral do dízimo e seja um dizimista!







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